sábado, 29 de março de 2008

Clássicos modernos: Casa da Cascata



Fallingwater House, 1939. Frank Lloyd Wright.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Mobilidade envolve ação simples, diz Lerner



[Gazeta Mercantil] Curitiba, 27 de Março de 2008 - O arquiteto e urbanista curitibano Jaime Lerner, 70 anos completados em dezembro, voltou a suas origens. Depois de ser prefeito da capital paranaense por três vezes e de deixar suas marcas e inovações na cidade ao ponto dela parecer que nunca teve outro alcaide, e ainda por duas vezes ser eleito governador do Paraná, ele confessa que ficou tão desiludido com a política que transferiu seu título eleitoral para o Rio de Janeiro para que "nunca mais o convidassem para ser candidato a coisa alguma".

No escritório do Instituto Jaime Lerner, em Curitiba, em meio às obras de uma ampliação do que será uma futura biblioteca, se o político já não existe ou está em recesso, o arquiteto continua bastante lembrado. Em meio ao burburinho de telefonemas, as conversas são mais em inglês e espanhol do que em português.

Explica-se: o curitibano é muito requisitado no exterior, onde é mais conhecido como urbanista, do que no Brasil. Na última segunda-feira, por exemplo, ele preparava um périplo que o levaria no final de março para uma palestra em Boston, no Massachussets Institute of Technology - MIT, a uma reunião em Londres, um retorno a Oklahoma, nos EUA, enquanto procurava uma data vaga para ir a Porto Rico.

O fato é que Jaime Lerner continua a ser uma autoridade mundial nas questões que envolvem cidades pelo que fez em Curitiba e em pelo menos outras 83 cidades do mundo onde suas idéias deram origens a projetos que melhoraram a qualidade de vida dos cidadãos e, principalmente, melhoraram o transporte público de superfície.

A mobilidade urbana é uma de suas paixões e uma das áreas das quais ele mais gosta de conversar: "Hoje faço apenas acupuntura urbana", afirma com modéstia. "Minhas idéias são basicamente projetos de muita simplicidade e, por não envolvem grandes obras e grandes volumes de recursos, isso talvez não agrade os políticos brasileiros em geral."

Leia mais aqui: http://www.gazeta.com.br/integraNoticia.aspx?Param=604%2C0%2C1723376%2CUIOU

domingo, 23 de março de 2008

Comércio, História em 24h




Video de Cristiane Nova.

Metrô de Salvador


sábado, 22 de março de 2008

Comércio e Praça Tomé de Souza

Bairro do Comércio (ainda incompleto) e Praça Tomé de Souza, em 3D.

Modelagem e animação: Imago Urbis Lab (M. Rodrigues)

sexta-feira, 21 de março de 2008

quarta-feira, 19 de março de 2008

Comércio by night


Maquetes, maquetes, maquetes






terça-feira, 18 de março de 2008

Comércio, 07h41 da manhã











Simulação a partir da moldagem 3D do terreno.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Clássicos modernos: Villa Savoye

Le Corbusier. Villa Savoye, "Les heures claires".

82, Rue de Villiers 70300 Poissy, France.

terça-feira, 11 de março de 2008

Eixos de trabalho em Jaime Lerner

Princípios urbanísticos:

  • Papel estratégico das cidades, em suas regiões e em seus países;
  • A busca do crescimento sustentável das cidades;
  • A prioridade ao transporte coletivo;
  • Densidade e diversificação de usos/funções junto aos eixos de transportes;
  • A prioridade ao pedestre e ao encontro das pessoas;
  • A mistura de renda e de funções na cidade, no bairro e na vizinhança;
  • A preservação e valorização da identidade e memória local;
  • A valorização dos espaços públicos;
  • A valorização do cenário urbano e natural;
  • A potencialização das vocações econômicas e a atração de novos negócios.
Planos e projetos:
  • Eixos de desenvolvimento integrados;
  • Sistemas e redes de transportes “Acupunturas urbanas” - projetos estratégicos de intervenção imediata;
  • Equipamentos culturais;
  • Equipamentos turísticos, de lazer e de entretenimento;
  • Ruas estratégicas / boulevares;
  • Parques ambientais;
  • Revitalização de edifícios e áreas históricas;
  • Equipamentos e programas geradores de renda e de novos negócios;
  • Equipamentos sociais;
  • Identificação e desenvolvimento de novos temas e possibilidades para as cidades.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Cenário do encontro

Curitiba, photo by Jovivebo


por Jaime Lerner

Se hoje me pedissem para resumir numa única palavra a função urbana, diria: é o encontro. A cidade é o cenário do encontro. Encontro que deve ser promovido em todas as atividades da vida urbana. Estas atividades devem ser estreitamente vinculadas e nunca separadas, seja nas cidades novas ou nas cidades já sedimentadas.

A separação das funções da cidade foi conseqüência de uma interpretação errônea da "Carta de Atenas". Até hoje se perde a visão global da cidade, decompondo suas funções e avaliando suas necessidades, diagnosticando o óbvio e prognosticando a tragédia. A cidade assim pensada é uma projeção da tendência, de tudo aquilo que não queremos que continue, de tudo que não interessa consagrar.

Tudo acontece no palco da cidade, porque ela é o cenário do encontro, da grande festa do viver urbano. O cenário, assim como o transporte, induz a ocupação futura, a direção do crescimento, o encontro, a animação. O cenário pode induzir a integração do setor informal com o formal.

A invasão da pobreza, que se dá até pelo seu maior contingente numérico, é uma realidade cada vez mais visível. É crescente a ocupação das áreas livres de maneira ilegal, seja para se estabelecer, seja para exercer alguma atividade capaz de gerar renda. Ao mesmo tempo, ocorre a invasão das elites, das classes dominantes, através da mídia, da moda e do design de alta tecnologia. Uma invade o espaço físico; a outra invade a mente.

A melhor maneira de integrar a cidade informal (favela, ambulante, menor abandonado) à formal é pela criança - um processo lento e com resultados a longo prazo - e pelo aumento das trocas entre as populações de renda mais alta e as populações de renda mais baixa.

Isso pode se dar não apenas pela administração do espaço, mas sobretudo pela administração do tempo. Ao invés de conceder espaços físicos permanentes - e conseqüentemente distantes dos espaços "nobres" - para o exercício das atividades mercantis, por que não conceder espaços melhores em dias determinados e por determinado tempo? É uma invasão consentida e regular, que permite melhorar as relações de troca.

É preciso racionalizar o uso, escalonado no tempo: rua para estacionamento, rua para feira, rua para animação cultural, eixo para distribuição de mercadorias. Cenários cambiáveis podem reconstituir o cenário perdido e trazer o passado à rua, promovendo a animação. As ruas de uma grande cidade têm que estar preparadas para exercer funções diferentes durante as 24 horas do dia. Nenhuma cidade do mundo pode se dar ao luxo de deixar vazias durante tantas horas as suas áreas mais equipadas.

O cenário pode ser também o elemento transitório que ajuda a consolidar o projeto futuro. Em terrenos baldios e estacionamentos, cenários de continuidade impedem o vazio visual. Janelas pintadas quebram a monotonia de paredões vazios.
A cidade tem que ser preparada como uma estrutura aberta. Um organismo vivo, que oferece espaço, convivência, oportunidades para todos. E a rua é o cenário natural das trocas de bens e serviços.

A sociedade é a cidade. E a cidade é a rua. Rua no sentido de síntese da cidade, rua como integração de funções. Rua que é a alma de cada bairro, o cenário perfeito para uma estrutura de vida e trabalho. O caminho por onde todas as cidades começam poderá ser também a trilha do seu futuro.

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Artigo sobre Curitiba na Scientific American


segunda-feira, 3 de março de 2008

PDDU 2008



O PPDU já está disponível online, inclusive com mapas em boa resolução, no site da SEPLAM. http://www.seplam.salvador.ba.gov.br/lei7400%5Fpddu/


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